Domingo, Dezembro 23, 2007



Hiatus

Como vocês já devem ter percebido, a equipe do Magic Spell realiza uma breve pausa para as festas de fim de ano. Em breve voltaremos com muitas novidades e as inéditas aventuras dessa mágica turma em Hogwarts.


Desejamos a todos um feliz natal e um próspero ano novo, repleto de magia, sonhos e realizações!
Magic Spell 2008, a magia mais viva do que nunca!




Escrito por: Equipe Magic Spell || 10:28 PM


Domingo, Novembro 11, 2007



Na tão esperada aula de Defesa Contra Artes das Trevas, Squall chegou mais cedo possível. Ele não vi a hora de ver como Snape sairia-se em outra matéria, ainda mais nessa em questão. Por todo o corredor ele ouvia cochichos e comentários maldosos sobre Snape estar ensinando a defender algo que já fora leal, ouvira até, certa vez, duas terceira-anistas da Corvinal falarem que ele havia enfeitiçado Dumbledore para conseguir o cargo.

Porém tudo isso não importava para Squall, para ele Snape era um dos mais aptos a ensinar essa matéria, uma vez que já fora do meio e sabia como fazer magia das trevas, espera-se que saiba como, claro, defender-se.

Pouco a pouco os alunos foram chegando e parando em filas a frente da porta da nova sala de aula. Era possível, ainda, ouvir piadinhas sobre Snape estar em uma sala que uma vez já pertencera a Lockhart mas, quando a porta se abriu, todos os comentários cairam em silêncio. A sala estava bem mais escura do que Squall já havia se lembrado de ter visto, as cortinas estavam cerradas e algumas poucas velas flutuavam acima das curiosas cabeças dos alunos que rapidamente sentavam-se em dupla.

Havia um quadro onde um bruxo estava nitidamente torcendo-se de dor. Apesar de ser mudo, Squall podia sentir o grito agudo ecooar em seus ouvidos e, por se perder em análises ao quadro, deixou-se viajar o tempo necessário para que a mairia dos lugares fossem ocupados. Ele olhou ao redor e encontrou o grifinória James, cumprimentando com a cabeça. Ele chamou Squall para sentar-se junto mas outro olhar atento descobriu aquele chamado, e intercedeu mais rápido que Squall.

-Não está ocupado não, né? - O menino jogou-se na cadeira ao lado de James e abriu o enorme livro em uma página onde ficava visível um grande gryndlow atacando sua presa.
-Olá Liam - Cumprimentou James sem saber o que fazer. Ele sabia que Squall e Liam não se davam tão bem, porém não havia nada que ele pudesse fazer.

Poucos centímetros dali, Squall olhava fixamente para Liam com uma certa raiva crescendo dentro de seu peito, apesar do que os outros poderiam achar, ele tinha uma certeza: Liam sentou-se com James apenas porque o loiro havia chamado ele. Liam levantou a cabeça e fixou seu olhar em Squall, onde estampava um sorrisinho bobo na cara.

Sem dizer nada, Squall caminhou para o único lugar vazio. A segunda carteira tinha apenas uma ocupante, Carol Smith. O menino respirou fundo e caminho lentamente até o lugar vazio entre olhares nada discretos de Crystal Hale, censurando-o.

-Ele não vai fazer isso. - Indignou-se Crystal.
-E ele iria sentar onde, Crys? - Indagou Dianne olhando ao redor, não haviam cadeiras restantes.
-Se eu fosse ele, sentava no chão. Bem melhor do que dividir a carteira com aquele nojenta da Smith. - Dianne abafou seus risinhos com as mãos.

Quando Squall finalmente chegou ao destino, Carol estava distraída, com os pensamentos vagando em tudo, menos na aula que começaria daqui a pouco tempo.

-Er.. está ocupado? - Perguntou Squall sentindo-se o mais idiota da face da terra.

Carol sobreassaltou-se, virando ela encarou os olhos do sonserino. Desde que chegaram à Hogwarts não tinham trocado nem um cumprimento.

-Não tem outro lugar para você sentar? - Ela perguntou, quase como um reflexo para algo que ele pudesse falar.

-Não. Mas tudo bem eu.. - Ele virou-se pensando em sair da sala.
Carol suspirou e viu que ela tinha sido a mal-educada.

-Tudo bem, pode sentar. - Carol falou calmamente. Ela não tinha sentimento em sua voz, apenas concedeu que um colega de casa sentase ao seu lado, ainda mais que esse colega fosse alguém que ela havia brigado por quase o quinto ano inteiro.

Squall deu meia volta e sentou ao lado da menina. Ambos abaixaram-se para pegar o livro ao mesmo tempo que Liam exclamava um sonoro: "Putz, não acredito no que estou vendo!", seguido de risos de James. Do outro lado, Crystal Hale estava incrédula.

-Não acredito que ele fez isso. De fato, é um frouxo mesmo.
-Nem vem que eu sei que você queria estar lá, em um trio conversando com eles - Zombou Dianne.
-Cala a boca Di. - Sublinhou Crys sem paciência.

Antes que mais alguma coisa estranha, ou algum comentário indevido, acontecesse na sala, Snape apareceu e começou a falar sobre as diversas artes das trevas e seus respectivos danos. Apesar de todo seu interesse, Squall não prestou atenção na aula, afinal seus pensamentos estavam, ao mesmo tempo, longe e perto. Longe da aula e bem perto de si, mais precisamente ao seu lado.

Por: Squall, Carol, Crys, Dianne, Liam e James.



Escrito por: Equipe Magic Spell || 5:01 PM


Quarta-feira, Novembro 07, 2007



Em uma sala mal iluminada da imensa mansão de Edea Hart, única tia de Evan por parte de pai, Daniel Hart estava sentada em uma das muitas cadeiras dispostas ao longo da grande mesa de mogno-escuro. Seus olhos estavam inchados de tanto que havia chorado enquanto, ao seu lado, sua irmã mantinha um semblante sério. Após a morte de Nicole, Edea foi pessoalmente buscar seu irmão na frente de sua antiga casa, onde agora restavam apenas ruínas. Desde que se encontraram até agora, dois dias depois, eles não haviam falado nada. Absolutamente nada. Tudo que ouve entre fora um forte abraço e lagrimas compartilhadas na ida à mansão.

Edea nunca fora de mostrar seus sentimentos. Sempre mantivera tudo em sigilo e em seu íntimo, sempre fora assim. Ela aguardava que o irmão começasse a falar assim que sentise pronto para isso e aí sim ela o consolaria como papel de uma irmã preocupada.

Pouco tempo depois, quatro 'cracks' foram ouvidos na sala onde eles estavam deixando a mostra quatro pessoas de aparência tão ruim quanto Daniel. Juliana, Misty, Hellen e Luigi, irmãs e pai, respectivamente, de Nicole estavam agora lá. Edea comprimentou todos eles com um forte abraço e declarou o quanto sentia por todos.

-Muito obrigado Edea, isso realmente importa muito para todos nós - Comentou Luigi.
-Saibam que podem contar comigo sempre que precisarem. E Regina, como ela está? - Perguntou Edea em um tom nada meloso, falava como encontrasse um velho amigo em uma lanchonete e perguntasse de sua esposa.
-Ela está mal, muito mal. Ela não quis vir, mas mandou-lhe lembranças. - Ele esboçou um sorriso amarelo em seu rosto antes de voltar-se para Daniel, que estava sendo amparado por James, velho amigo de infância e marido de Edea.

* * *


Muito longe dali, em uma outra mansão bem maior que a de Edea, John Gardner andava impacientemente de um lado para o outro em frente de uma lareira acessa. O dia não estava frio, pelo contrário: estava tão quente que era impossível aguentar ficar perto da lareira, mas John não estava preocupado com isso, outra coisa era prioriedade para ele.

Não muito tempo depois, a porta da sala circular abriu-se, dando passagem a um velho elfo corcunda e um alto homem de cabelos grisalhos, o qual chutou o elfo ao passar por ele.

-Jullien, já não era sem tempo! - Exclamou John indo de encontro ao velho apertar-lhe a mão.
-Não seja dramático Gardner, você não esperou mais que dez minutos - Esbravejou o velho ignorando a mão do rapaz.
-Sinto muito. Desculpe vir a essa hora, ainda mais sem termos combinado nada, mas é que realmente preciso de sua ajuda.
-Não tenho dúvida que precise mesmo. Garanto que sua preocupação seja por Sarah, não é mesmo? - Uma luz vermelha brilhou nos olhos de Jullien.
-Sim. Você sabe o quão descontrolada essa mulher é, receio que ela tente fazer algo contra mim.
-O que não seria de todo o mal, você merece qualquer coisa que ela queira fazer contra você, John. Ou preciso lembrar-te de como você a deixou ser pega pelos aurores sem pestenejar? Você apenas fugiu como um rato assustado.

Jullien pegou uma xícara de chá da bandeija do elfo e sentou em uma das poltronas dispostas em volta da lareira. Com um aceno de varinha o fogo criou uma tonalidade azul-marinho e já não mais exalava calor, mas sim um gostoso vento frio.

-Isso foi a muito tempo, se fosse hoje não faria mais isso.
-Tenho certeza que não - Ironizou Jullien bebericando o chá.
-Você precisa me ajudar Jullien, faço pelo james, meu filho! - John sentou na ponta da poltrona que estava ao lado da qual o velho estava.
-Não seja ridículo, eu sei que você se preocupa tanto com o seu filho como eu com esse elfo fedorento.

John fez uma careta mas não respondeu nada. Jullien terminou de beber seu chá com um só gole e jogou a xícara contra a cabeça do elfo, gritando em seguida 'Limpe isso, seu imundo!'.

-Mas, mesmo assim, irei te ajudar. Eis o que precisa fazer: Aproveite que Sarah matou Nicole e faça com que Daniel sinta vontade de matá-la. Ao conseguir isso, intervira antes que Daniel a mate e consiga uma dívida de sangue com ela, algo inquebrável que ela terá que seguir, assim ela não poderá te matar.
-Daniel foi meu amigo no tempo de Hogwarts e até mesmo fora dela. Ainda mantemos relações sociais. Seria mesmo necessário interferir ele nisso?

Jullien levantou-se e dirigiu-se até a porta. Abriu-a com a mão direita, deixando com que seu anel com um duplo 'G' brilhasse com a luz da lareira.

-Você tem que decidir o que é mais importante para você: manter relações sociais com ele, ou não. Veja por esse lado, o que é mais importante? Sua vida ou a dele?

O mesmo brilho vermelho de antes voltou a brilhar no olho de Jullien. Sem esperar o outro responder, ele bateu a porta fortemente, deixando John perdido em seus pensamentos.

* * *

-Sei que é um mal momento, mas não acha prudente avisarmos o Evan? - Perguntou Misty no tom mais baixo que ela podia encontrar.
-Não sei Mi, acho que isso depende doque Daniel acha melhor... - Respondeu Hellen aos sussuros.
-Irei vê-lo em Hogwarts, agora. - Ela levantou-se e despediu de Edea. Com um último abraço em Daniel ela colocou sua capa nas costas.
-Mi! - Chamou Hellen correndo ao encontro da menina - Isso pode ser ruim para ele, tenha cuidado ao falar. Sabe crianças são difícel de lidar com essas coisas, você que não tem um não sabe como é. Acho que eu devo ir com você.
-Eu sei cuidar do meu próprio sobrinho! Só porque eu sou a única de nós que não tem filhos e não é casada, não quer dizer que não sei falar com uma criança. Não acredito que você falou isso para mim, não acredito! - Emburrada Misty dessapareceu no ar deixando apenas um barulho de 'crack' no ar.

Antes que mais alguém pudesse dizer algo, outro 'crack' ecôou pela sala, John Gardner havia chego na mansão de Edea.

* * *

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Por Evan, James e Squall



Escrito por: Equipe Magic Spell || 5:29 PM


Sábado, Novembro 03, 2007



Em uma fria manhã, onde os galhos das árvores balançavam levemente fazendo um suave barulho combinando com o cantar dos pássaros, fazendo com que o dia começasse com uma serenata natural, Alice passava a escova pelos longos cabelos pela vigéssima vez. A garota olhava-se no espelho e cantava uma melódica-canção distraidamente, afinal seus pensamentos estavam bem longe dali, mais precisamente nas páginas de uma revista.

O Semanário das Bruxas sempre fora uma revista que ela odiava, alegando ser algo que apenas patricinhas 'desiludidas' liam. E tudo isso caiu por terra na última semana, quando fora chamada pelo exibicionista - e brilhante - Keane Darkelf. O jovem e belo jornalista do Semanário das Bruxas havia dado uma chance particularmente única a jovem: falar sobre sua viagem 'ao lado' do herdeiro ao trono da Rússia, James Gardner.

Sem pensar duas vezes, a jovem havia aceitado e falado, como de costume, muito mais do que a verdade, inventando a maioria das afirmações lá contidas.

Lá pela quadragéssima penteada, a loira levantou-se e, ainda cantando a mesma melodia, foi para o salão comunal da sonserina. Aquele dia definitivamente havia começado bem para ela.

-Belo artigo, Alice.

Ela voltou-se para uma poltrona no fundo do salão comunal onde seu amigo Squall estava sentado com um exemplar d'O Semanário das Bruxas.

-Não sabia que você lia esse tipo de revista, Squall. - Ela sorriu antes de sentar na poltrona de frente ao menino.
-Até hoje, não lia. Mas me parece que as vezes sai algo interessante, tal como a sua participação nesse exemplar. Pelo visto, você teve ótimas férias. - Ele sorriu maldosamente.
-Não se deixe enganar por tudo que lê, minhas férias foram muito mais emocionantes que isso. Como, por exemplo, a ida ao Semanário das Bruxas, realmente um luxo aquele lugar!
-Então você foi lá? Na minha inocência cheguei a pensar que você nem ao menos tivesse tido parte nisso.
-Você tem dúvidas? Claro que tive. A idéia de fazer um artigo sobre o herdeiro russo partiu de quem? É realmente ótimo ter contatos com jornalistas exibicionistas como esse tal de Keane.
-Como era de se esperar. Mas você não me enganou, até onde eu me lembre, o grifinojo havia convidado a dita-lufa na nossa frente para a viagem, e seu nome não foi sequer citado por ele.
-'Grifinojo'? Pensei que era amigo do Gardner, Squall.
-Que seja. - Squall levantou-se e jogou a revista no colo da menina - Autografe para mim depois, sim?

Alice riu ao mesmo tempo que Squall passava pela porta do salão comunal. Ele caminhou pelo imenso corredor frio das masmorras até que parou a frente de uma porta negra fechada. Ele bateu três vezes antes de um burburinho se mexer lá dentro e abrir a porta.

Era uma sala que exalava um forte cheiro de mofo, algumas carteiras e cadeiras quebradas estavam empilhadas nos dois cantos da sala e as velas do aposento já não mais existiam, apenas cera derramado por todo o castiçal.

-E então? - Perguntou a voz na escuridão quando Squall entrou.
-Lumus - Sussurou Squall fazendo com que sua varinha acendesse e deixasse a mostra grande parte do aposento - Como era de se esperar, ela tem tudo haver com isso. Até mesmo ela deu a idéia para o jornalista, ao contrário do que você pensava sobre sua tia e todo o rolo com o Keane.

O menino caminhou até a luz e deixou seu rosto a mostra. James Gardner puxou os fios de cabelo, que insistiam em cair em sua testa, para trás das orelhas.

-Ela realmente não presta, maldita seja.
-Agora que você descobriu? - Squall sentou em cima de uma das mesas e tirou de dentro do casado uma barra de chocolate. Abrindo-a começou a comer. - Mas e aí, como vai o amalucado?
-Você quer dizer o Evan? - Irritou-se James.
-Isso, esse aí mesmo.
-Acho que está bem. Ele ainda não soube que sua mãe morreu. Quer dizer, soube mas não soube.
-Pelo bem de nossos cerébros, vou fingir que entendi a sua frase - Zombou Squall.
-A mente dele continua confusa e isso fez com que ele não soubesse que Nicole Hart era a sua mãe. - James sentiu como se várias borboletas voassem dentro de seu estômago, fazendo-o sentir um pouco mal e enjôado, ao mesmo tempo que seus olhos lacrimejavam.

Squall pulou para o chão e sem nada dizer abriu a porta para sair para o corredor. Antes dele fechar a porta, James chamou:

-Squall, porque você me ajudou?
-Com o tempo a gente descobre quem merece nossa ajuda e quem não.

Um estrondo ecôou na sala após a forte batida da porta. No escuro James sorriu, realmente as coisas não estavam iguais em Hogwarts.

Por James e Squall



Escrito por: Equipe Magic Spell || 6:35 PM


Quinta-feira, Novembro 01, 2007



Em menos de uma semana de aula, Evan Hart já estava deitado em uma macia cama na ala hospitalar olhando para cima. Ele não se lembrava exatamente do que havia acontecido, a não ser de um ataque da vilã Cascavel, que viera o pegar. O menino maneou a cabeça e tateou a escrivaninha ao lado buscando seus óculos. Após acha-los e coloca-los, ele percebeu que não estava sozinho, Madame Pomfrey arrumava pomposamente um travesseiro a duas camas a sua frente.

Assim que percebeu o movimento na cama do menino, a enfermeira encaminhou-se com um sorriso dócil e bondoso estampado no rosto e só parou quando estava a poucos centímetros do rosto do garoto:

-Hart, está tudo bem?
-Acho que sim. Mas não sei, isso aqui já está virando um clube, toda semana eu venho para cá...
-Você se lembra de tudo que aconteceu?
-Não. Eu fui atacado por uma vilã, isso é tudo - Ela olhou torto para o menino que retribuiu com um sorriso forçado.
-Então acho que outras medidas serão necessárias...

Ela retirou a varinha de dentro de suas vestes e apontou para um dos ármarios no canto do fundo da ala hospitalar, com um aceno as portas abriram e dois frascos - os quais tinham um contéudo verde-musgo e, o outro, azul-turquesa - vieram flutuando até ela.

-Acho que isso será o necessário, abra a boca.

Evan não se mexeu e nada disse, sem antes falar corretamente com a enfermaria, ele não deixaria ela lhe medicar, sabe-se lá o que ensinam em Hogwarts para as enfermeiras? Porém, Madame Pomfrey não estava interessada em conversas, então com um outro aceno da varinha, fez com que a boca do menino abrisse e deixasse livre a passagem para duas doses de cada remédio.

-Tenha bons sonhos, Hart.

Evan não viu mais nada. Tudo que ele sentia era um grande embrulho no estômago. Cores começaram a aparecer na escuridão e logo foram tomando formas. Evan olhou ao redor e descobriu que estava em meio de um grande circo-trouxa onde um enorme elefante rosa desastrado passava por todos os cantos derrubando vasos de flores - que cospiam água - e com uma platéia lotada de palhaços chorando. Quando ele pensou que não poderia ficar pior, ele se viu dentro de uma jaula de um feroz tigre, o qual tinha cara de poucos amigos. Quando o tigre pulou com a enorme boca aberta contra o garoto, ele só pode gritar e acordar extremamente suado na ala hospitalar.

Evan não sabia que horas eram, mas ao julgar pela escuridão da sala parecia ser madrugada. Ele não se preocupou em procurar seus óculos, apenas queria sair dali o mais rápido possível. Antes que o garoto pudesse fazer algo mais do que o simples pensar em um plano de fuga, Madame Pomfrey apareceu na porta trajando um sueter rosa-choque muito grande para ela, a costumeira calça branca e pantufas de explosivins no pé. Ela segurava uma vela em sua mão direita para iluminar o caminho até a cama do corvinal.

-Shiuu, você vai acordar os outros - Alertou ela.
-Eu quero sair daqui! Para mim já chega, odeio tigres!
-Tigres? Sua mente ainda está confusa Evan, você precisa ficar aqui mais tempo. Agora seja um bom garoto e beba isso...

Evan abriu a boca para protestar, mas dois jatos de verde-musgo e azul-turquesa lhe deram uma grande sensação de tontura e antes dele sequer deitar, já estava dormindo.

Evan estava em uma rua escura de um vilarejo pobre, os postes de luz não estavam acessos, as casas eram mal pintada e muitas estavam faltando grande parte do telhado. O barulho de seus pasos ecoavam por onde ele passava. 'Hei, alguém aí?' Perguntou garoto, fazendo com que sua voz ecoasse por mais três vezes repetindo a mesma pergunta. Não muito longe da onde ele estava, havia uma casa iluminada, o menino correu ao encontro e, sem pensar duas vezes, abriu a porta. Agora ele se encontrava em uma sala circular suja com a parede descascando. Pouco a pouco a sala foi ficando maior, maior até o ponto de várias caderas aparecerem em volta da onde ele estava de pé. Bruxos de todos os tipos e aparência começaram a sentar nas cadeiras e, a frente de onde Evan estava, encontrava-se Minerva McGonagall, trajando um vestido amarelo-canário com um imenso broche gravado: "Ministra da Magia". Antes que mais alguma coisa fizesse sentido, a voz de Minerva ecoou por toda a sala.

'Estamos aqui hoje para julgarmos o caso de Evan Hart. Para apresentar a defesa, Professor Biins!'

Um homem alto, olhos lílases e cabelo comprido entrou na sala. Ele segurava uma maleta que exalava um forte cheiro de mofo. Evan não surpreendeu-se ao ver o rapaz tirar um grande rato morto e jogar ao lado de Minerva antes de começar a falar.

'Sim, Professor Binns, aqui estou!'
'Você está de acordo com a prisão de Evan Hart em Azkaban?'
'Sim'

Evan dessesperou-se, ele começou a puxar seus cabelos e deixou-se falar pela primeira vez

'Eu pensei que você iria me defender!' - Brigou com Biins. - 'E outra coisa, desde quando você virou um cara de aparência de propaganda de creme dental?'
'QUIETO!' - Berrrou Minerva e todos os bruxos a imitaram. - 'Você desrrespeitou essa corte, será decapitado!'

E então, todos os presentes levantaram-se e começaram a jogar tomates na cabeça de Evan, o qual acordou igualmente, se não mais, suado do sonho anterior. Novamente ele não se preocupou em pensar que horas eram ou onde estava seus óculos. O forte sol dava uma idéia de não passar do meio-dia. Evan pulou da cama e começou a correr em caminho aos gramados, mas pouco antes dele chegar, Madame Pomfrey apareceu misteriosamente a sua frente.

-Evan, você está muito abalado, o que aconteceu?
-CHEGA! CHEGA! Elefante Rosa me pisoteando, eu sendo mandado para Azkaban e monstros chamando meu nome! O que mais falta acontecer? Eu sonhar que estou grávido?!
-Eu conheço um remédio ótimo para você que...
-NÃOOOOOOOO!

Evan agora se encontrava na Ala Hospitalar, mas era uma sala diferente da que a poucos segundos ele estava, era mais escura e mais verde que o normal. Ele levantou-se e foi até a porta que dava acesso aos gramados: não havia ninguém, não havia aparição de Pomfrey nem remédio ruins. Ele voltou então para sua cama e lá deitou esperando que algo ou alguém viesse. Porém o silêncio dominou a sala por muito tempo. Muito mais tempo do que Evan imaginava que poderia suportar aquele eco do nada.

Como se já não fosse em tempo, Pomfrey apareceu a sua frente com duas garrafas enormes de remédio, mas ela também não era a mesma enfermeira. Ela trajava vestes pretas e seu sorriso doce sumiu de sua face, dando lugar a um enorme bico de papagaio.

'Hora do remédio, Evan!' - Chamou ela chegando mais perto do menino com as ameaçadoras garrafas
'NÃÃÃO!' - Gritou o menino desviando dela. Antes de ele pensar racionamente, ele fez a única coisa que estava em mente: jogou o travesseiro contra o rosto da enfermeira.

Como se fosse um jogo de video-game, um grande placar de pontos apareceu e a cada travesseirada dada Evan marcava mais pontos. E, depois de muitas travesseiradas, Pomfrey caiu no chão e o Corvinal sentiu-se vitorioso. Pela primeira vez ele acordou na verdadeira enfermaria sem estar suado, mas sim com um sorriso bobo no rosto.

-Evan, você parece melhor - Comentou Pomfrey vindo prontamente ao leito do garoto.
-Sim, eu tive um ótimo sonho. - Evan pensou antes de escolher as palavras, com medo de que a enfermeira pudesse vir a saber um pouco mais do que havia acontecido.

-Olha, eu agradeço demais o que a senhora está fazendo, mas não está dando resultado. - Evan sentiu-se aliviado por falar. Ele contou tudo que havia sonhado, tirando a última maravilhosa parte em que ele atacou a enfermeira.

-Eu sei que você não está melhorando Evan. Tudo que eu lhe dei foi extrato de Mandragora Saturada para lhe fazer dormir até que você pudesse ir para o St.Mungus rever esse seu problema de cabeça, falei com o seu pai para que ele autorizasse a transferência após tudo que ocorreu... - Ela pareceu tomou um semblante mais sério - Eu sinto muito, Evan.

-Eu também sinto - Comentou o menino pensando estar falando do remédio - Mas e então, quando eu vou ir para lá?
-Ainda hoje, você irá com chave de portal, o Professor Flitwick virá mais tarde para lhe auxiliar nisso.
-Obrigado Madame Pomfrey.
-Não tem de quê, querido. - Ela passou as mãos pelo cabelo de Evan, bagunçando-os.

Evan deixou-se cair na cama e, pela primeira vez desde que chegara ali, dormiu calmamente sem o auxílio de nenhum remédio que lhe deixaria mais louco do que já é.

Por Evan



Escrito por: Equipe Magic Spell || 10:23 PM


Sábado, Outubro 27, 2007



A medida que o tempo ia passando, a memória de Evan não tinha sinais de recuperação. O rapaz não entendia o fato de estar perdendo memórias, apenas vivia como se cada coisa fosse novidade para ele - e a cada dia que passava mais coisas tornavam-se novidades.

Naquela manhã, caminhando pela orla da Floresta Proibida, Evan encontrou-se com Jéssica Benton, uma linda garota da Lufa-Lufa, a qual ele havia ajudado no ano anterior em uma lição de Histórias da Magia. A garota, contente em ver que o rapaz havia voltado a Hogwarts sorriu e foi em direção a ele.

-Bem vindo Evan, é bom tê-lo de volta! - Ela sorriu estendendo a mão para Evan apertá-la.

Evan petrificou-se. Seus olhos arregalaram e poucos momentos depois ele estava berrando por todos os lados.

-Fique longe de mim! Fique longe de mim! Eu sei o que você quer! Eu sei! Você não irá conseguir! Saia daqui, Cascavel*! Saia daqui!

Jem ficou abismada. O sorriso sumiu de sua face e ela olhava aflita para todos os lados. Sem saber o que fazer a lufana tentou afastar-se, mas Evan a perseguia gritando ainda mais.

-Fique longe! Fique Longe!

-Evan! Hey! Hey! - James, que acabara de chegar, entrou na frente do amigo - Pare com isso, ela é a Jem!

-Ela não é a Jem! Ela é a Cascavel! A vilã Cascavel! Ela pensa que me engana? - Ele estava descontrolado. James segurou os braços do corvinense com força, fazendo-o prestar atenção.

A mente de James trabalhou mais rapidamente do que ele esperava. Ele lembrou-se da moça de longos cabelos rosas que era chamada de Cascavel. E sim, ela era uma vilã. Tudo estava lá, estampado em uma das milhares revistinhas de super-heroís trouxa que Evan lia, e James fingia ter interesse para não desapontar o amigo.

-Pare e pense. Ela não é a vilã daquela história em quadrinho, Evan. Você está confundindo as coisas!

-Tire as mãos de mim! Eu não te conheço! Você está me perseguindo!

Ao meio de berros, James olhou para Jem a qual trabalhava sua mente rapidamente a procura do que fazer. O loiro trabalha tão intensamente quanto a moça, mas ela foi mais rápida. Ela caminhou até Evan e, sem ligar para vários bruxos que agora estavam olhando, deu um soco forte na cara de Evan, que caiu desmaiado.

-Minha nossa, essa era a única opção? - Perguntou James aflito.

-Na verdade não, mas eu deveria honrar o meu papel de vilã, não é? - Brincou a lufana.

-E agora, o que faremos com ele?

-Eu pego a pá. Vamos cavar e enterrá-lo. - James assustou-se e Jem riu - Não seja tonto, vamos levá-lo para a enfermaria.

James foi até o desmaiado Evan e o carregou. Com esforço ele levou o corvinense para a ala hospitalar, com Jem seguindo-o fazendo perguntas sobre a tal da 'Cascavel'. Não muito tarde, lá estava James explicando cuidadosamente para Madame Pomfrey o que havia acontecido.

-É, acho que Evan fica mais confortável na enfermaria do que no próprio dormitório, ele passa mais tempo aqui do que lá - Brincou James.

-Será que ele vai ficar bem?

-Ora, já inventaram meios eficientes para os ossos voltarem no lugar, ele nem vai sentir quando colocarem o maxilar dele novamente.

-James! Que horror. Eu não queria bater tão forte! - Lamentou a lufana.

-Okay, eu te perdôo. Mas só dessa vez, okay?

Jéssica foi até o rapaz e abraçou-o. Entrelaçados eles se beijaram.

-Estava com saudades e com medo de que talvez você não voltasse mais para Hogwarts...

-Não fique mais com medo. Eu estou aqui e sou todo seu agora. Vem, vamos sair daqui.

James pegou a mão de Jéssica e juntos sairam para caminhar nos extensos jardins de Hogwarts. Tudo estava bem agora.

* * *

*Cascavel é uma personagem da Marvel das HQ's do Capitão America. Uma super-poderosa vilã namorada do Capitão.

Por Jem, James e Evan



Escrito por: Equipe Magic Spell || 8:09 PM


Terça-feira, Outubro 23, 2007



Sem vestígios do sol, o dia amanhaceu cinza. Tudo parecia como se o fosse pro cerca das seis da tarde e que dali adiante só teriam a presença da lua. E, tirando a presença onipresente da lua, estava correto.

No salão comunal da Grifinória os alunos aproveitavam o primeiro sábado do ano letivo como se fosse algo extremamente esperado por vários e vários anos. Até mesmo James, o qual não havia sequer começado a estudar nada, estava completamente cansado e em busca de um dia para nada fazer.

Atrasado com as matérias, atrasado com trabalhos, atrasado para responder a carta da sua amiga Alyssa e atrasado para ler o profeta diário do dia anterior ( e mais o Profeta Matutino que acabara de chegar ) ele resolveu descer para os extensos gramados e deitar na grama para fazer tudo que ele podia.

Enquanto descia as escadas com todas as revistas e jornais atrasados para ler - ele não levara os materias escolares pois sabia que era um peso muito grande a ser levado e não aproveitado, já que ele não estava com vontade alguma de fazer lição naquele dia cinzento - ele pensou em tudo que havia acontecido naquela única semana. Evan havia voltado para a escola, mas já era visto periodicamente na enfermaria para ser curado pela perda de memória e embaralhamento da mesma, o rolo com Jéssica, as cartas estranhas de Alyssa, o problema de estomâgo de seu gato Ryu e também o artigo nada agradável do Seminário das Bruxas do dia anterior. Havia alguém, ou alguma coisa, torcendo para que as coisas dessem erradas e James não sabia quem, ou o quê, era. Mas sabia que não gostava nenhum pouco disso.

Atravessando o portal de entrada para os gramados, James olhou em volta. Mesmo sem sol diversos alunos aproveitavam o dia para passear ou estudar ao ar livre. Ele caminhou lentamente até a árvore mais próxima e por lá ficou.

Tirando os fios de cabelo que estavam em seu rosto, James abriu o jornal do dia anterior com a outra mão e fitou a enorme letra negra que estava na primeira página.

"Você-Sabe-Quem ataca! Bruxos e Trouxas choram."

Hoje foi um dia triste para toda a comunidade bruxa. Aquele que todos temiam está de volta e o retorno de suas atividades horríveis também. Prova disso aconteceu hoje a tarde em um vilarejo trouxa onde uma imensa tempestade - constatado pelo ministério como sendo feitiços impermeáveis e azarações imperdoáveis - fez com que quatro famílias de trouxas fossem mortos sem piedade.

A mesma falta de sorte foi compartilhada por duas famílias bruxas hoje também. Procurado pelo profeta diário, Regina Crissis Cronos, mãe de Nicole Cronos Hart, disse: "Tudo que sabemos é que a comensal Sarah Gellinghan está a solta e ela fez duas vítimas hoje. Não peço apenas pela minha família mas também por todas as famílias que poderam sofrer isso algum dia, peço para que haja justiça e que ela seja pega e seja jogada na pior cela de Azkaban.".

Luigi Cronos e Leona Yagami Hart também falaram sobre a perda da filha e cunhada. Eles...


James leu e re-leu a parte do jornal que falava sobre os Hart diversas vezes. Tantas vezes que agora ele era capaz de repetir palavra por palavra do que estava escrito. Não podia apenas ser coincidência, não havia outra família Hart na Inglaterra a não ser a família de seu amigo, Evan. Nicole. Nicole Hart. Tantas vezes James fora na casa do amigo que era impossível não saber o nome da mãe dele.

Com os olhos marejados James correu por todo o castelo a procura de Evan. Ele corria pelas escadas e por diversos corredores sem impedir as lagrímas que escorriam em seu rosto. As pessoas em volta olhavam para ele atoradidas, sem saber exatamente o que estava acontecendo. No entanto, o garoto corria por todos os lados sem ligar até que na terceira virada do quarto andar ele viu. Ele viu Evan parado em frente a uma parede mofada olhando-a como se fosse a coisa mais interessante de sua vida.

-Evan.. eu... - Começou ele sem saber como falar. E foi ainda pior quando ele viu que Evan estava sorrindo, o qual ele interpretou como sendo que o menino ainda não tivesse lido a matéria.

-James, não é? - Perguntou o corvinense tentando se recordar do nome do menino - Aconteceu alguma coisa? Do jeito que você está até parece que morreu alguém. - Ele sorriu.

-E morreu - Respondeu James engolindo a seco e passando para Evan o jornal amassado.

O corvinense olhou sério para James e depois leu o jornal. Leu mais que uma vez para entender o que exatamente o grifinoriano queria lhe mostrar.

-Nicole Hart.. ela...

-Morreu. -Concluiu James deixando com que mais lagrímas corressem em seu rosto - Evan, eu sint...

-Você a conhecia? Era parente? - Perguntou Evan em uma expressão de dó exprimida no rosto.

James parou. Faltou ar para ele respirar e por um minuto ele achou que iria cair desmaiado ao chão. Ele fitou o corvinense com os olhos marejados e sentiu dó, tanta dó quanto ele jamais havia sentido em toda a sua vida. A mãe dele havia acabado de morrer e ele não estava sabendo e, sabe-se lá por Merlin quando ele iria tomar consciência novamente e descobrir o que havia acontecido.

-Sim, eu a conhecia... - James limpou seus olhos com a manga da veste.

-Eu realmente sinto muito. - Respondeu Evan entregando o jornal para ele. Sem entender exatamente o porque e sentindo-se oco por dentro, uma lagríma brotou nos olhos de Evan e rolou por sua bochecha.

Ele não sabia o que estava acontecendo, ele não reconhecia essa tal de Nicole Harte e, embora fosse algo extremamente egoísta de se pensar, ele não ligava para que ela tivesse morrido. Não que a morte dela não tivesse sido horrível, o profeta descrivia detalhes de torturas e Evan sabia o quanto isso era triste, mas não significava nada para ele.

Não significava nada para ele. Nada. Porém, mesmo assim, mais lagrímas brotaram no rosto de Evan e ele deixou que elas caíssem. Lagrímas vazias de sentimento e um coração apertado por nada. Era simplesmente isso que ele sentia.

-Err. eu devo estar com algum tipo de alergia, sei lá. - Disse o menino sorrindo ao mesmo tempo que secava as lagrímas que não paravam de correr em seu rosto.

Sem nada dizer James aproximou-se e abraçou o corvinense. Sem entender Evan aceitou. E assim foi aquele dia cinza.

Por James e Evan



Escrito por: Equipe Magic Spell || 7:17 PM


Sexta-feira, Outubro 19, 2007



O dia seguinte havia amanhecido com um semblante mais sério do que os demais. Um número três vezes mais do que o normal de corujas voavam por todos os lados no salão principal. A notícia de um dos primeiros ataques após a confirmação - por parte do ministério - sobre a volta daquele-que-não-deve-ser-nomeado, havia corrido muito rápido.

Squall, o qual chegou novamente atrasado para o café da manhã, não entendia o porquê dos olhares estupefatos de todos. Até que então ele leu nas linhas tortas e amassadas do profeta diário do corvinense, que estava na mesa ao lado, sobre os ataques do dia anterior. Um frio correu por todo o seu corpo e a sensação não melhorou quando ele leu o sobrenome da vítima.

Ele percorreu com o olhar toda a mesa da Corvinal a procura de Evan, porém não o encontrou. Antes de obedecer seu impulso de sair correndo dali e procurar o corvinense, Ryuuki chegou com uma face sonolenta de poucos amigos.

-Olá Squall - Cumprimentou o menino lentamente.
-Bom dia - Sorriu o sonserino.
-O que tem de bom? - Os longos fios de cabelos ruivos do menino estavam bagunçados em sua face esbranquiçada. Ele parecia mais pálido do que o normal e nitidamente sonolento.
-O que você andou aprontando? Caçando Fadas Mordentes?
-É idiota, cuidado com o almoço hoje, colocarei uma dentro da sua sopa - Brincou Ryuuki sem rir, ao contrário de Squall que ria escandalosamente.

Squall jogou um pedaço mordido de torrada contra Ryuuki. O ruivo soltou um longo suspiro e apoiou a cabeça na mesa.

-Hoje ainda é cedo para eu estar melhor. Enfim, passei a noite com aquele zelador que cheira a mofo de gato. - Confessou o menino.
-Safadinho! O que você estava fazendo, hein? - O sonserino piscou para o irmão.
-Cala a boca - desde que chegara, era a primeira vez que o menino sorria. -Bem, eu fui dar um passeio a noite. Sabe, certa pessoa esqueceu de dizer a mim que não podia sair dos dormitórios de madrugada.
-Ora, isso é óbvio, qualquer trasgo saberia - Zombou Squall antes de se levantar.
-A onde você vai?
-Aula. Você deveria fazer o mesmo.
-Eu pego outra detenção se eu matar alguma aula? - Ele levantou a cabeça e olhou esperançoso para o irmão.
-Creio que não. Quer dizer, eu nunca fui pego por matar aula.. - Pensou Squall nas tantas vezes que ele matara aula para passear nos jardins de Hogwarts.
-Ótimo. Se precisar de mim, estarei em meu dormitório. Ficarei lá o dia inteiro. Se me chamar antes das 3 da tarde, eu juro que te mato.

Antes mesmo que Squall pudesse chegar as escadas, caminho para a aula de Adivinhação, Ryuuki já havia sumido de sua vista. Sorrindo o sonserino começou a subir a primeira das milhares de escadas para o alçapão de Sibila.

Por Squall



Escrito por: Equipe Magic Spell || 6:03 PM


Terça-feira, Outubro 16, 2007



Era uma longa e vasta carta que se resumia a apenas uma frase: "Alyssa estava entediada". E James sabia o quanto isso era visível apenas por ver o tamanho do pergaminho que ela havia mandado e ele que convivera estudando por cinco anos seguidos com ela sabia o quanto ela odiava escrever - ainda mais se fosse uma espécie de diário, onde ela contava o que havia acontecido nos últimos passados.

James não pode deixar de perceber que a garota havia ocultado informações, talvez com medo de que a carta fosse interceptada, tal como uma passagem em que ela começara a falar de como a comida nativa era salgada e enquanto falava de um alface extremamente grande, ela começou a falar o quanto o pai dela estava sumido e envolvido com coisas estranhas. Ela, claro, começara a investigar.

James guardou cuidadosamente a carta de Alyssa dentro do livro verde de Herbologia Nível Intermediário e Expert - por Helgabz Flores - e dormiu. Em um sono inquietante, onde James havia apenas tido pesadelos, ele acordou suado e foi tomar um longo banho.

Deixou-se ficar de molho na banheira extremamente branca do dormitório e quando seus dedos das mãos começaram e enrrugar, mostrando o quanto tempo o garoto já havia estado ali, ele vestiu-se e desceu para tomar um longo café da manhã.

-Bom dia James - A doce voz vinha da sua colega de casa, Mizuki.

James sorriu ao ver a menina e não pode deixar de reparar no novo corte de cabelo que ela estava usando, com mechas em vermelho e um pouco mais curto do que o ano anterior.

-Bom dia Mizuki, quanto tempo. Fico feliz por você não ter se juntado aquele monte de pessoas que não vieram para Hogwarts esse ano.

James sentou ao lado de Mizuki e começou a servir-se de bolinhos recheados com geléia de abóbora.

-É - Respondeu ela sem querer entrar nesse assunto - Você chegou atrasado para o correio, as corujas deixaram isso para você.

A garota passou para ele um jornal amassado amarrado ao meio e uma revista a qual continha um bruxo sorridente e extremamente chique na capa.

-Ora, Profeta Diário e Semenário das Bruxas, alguém lembrou-se de renovar minhas assinaturas, uma pena que não chegou a Wizard Club Evolution. Obrigado!

-Não tem de quê. Dei uma lida no semanário das Bruxas, elas estão dando ótimas dicas de novos cortes de cabelo, você deveria dar uma olhada - Zombou a garota.

-Mal posso esperar - Respondeu o menino sorrindo.

Mizuki levantou-se com um pulo e acenou sem dizer mais nada. James sorriu sozinho da despedida da amiga, ele realmente gostava de encontrar com Mizuki e rir das loucuras que ela fazia.

Voltando sua atenção para a revista, James folhou em busca de alguma notícia importante, porém não achou. Seu dedo correu pela lombada da revista deixando-a abrir, sem querer, na página de fofocas do mundo bruxo. E então seus olhos não acreditavam no que liam:

"Herdeiro Russo causa escandalo nas Férias!"
'Por Keane Darkelf'.


(GRÉCIA, JULHO) Quantas pessoas gostariam de ser herdeiras ao trono de um reino? Quantas gostariam de ter o sangue real correndo em suas veias? É claro que essas perguntas parecem idiotas ao olhar de um pertence a essa inestimável classe, a qual não dá nenhum valor ao que tem.

Um exemplo claro de não honramento ao sobrenome - e se me permitem dizer a linhagem - é o Herdeiro do Trono Russo, James Gardner Summers, cujo está em seu sexto ano na escola de magia e bruxaria de Hogwarts.

Fontes importantissímas confirmaram que o Sr.Summers estava passando as férias com seu novo affair, Jéssica Benton - cujo o pai é o extremamente famoso empresário da banda 'Esquisitonas'. Sem nenhuma advergência, até agora.

Porém, o que não se contava era que um antigo caso de James também estava lá. A ex-namorada, a qual prefere não revelar seu nome confirma 'Fui chamada pelo próprio James para passar as férias junto com ele' e ao perguntar se ela sabia que James estava com um novo caso, ela responde chorosa: 'Não, eu não sabia! Ele me convidou a ir para a Grécia e simplesmente eu fui. Não sabia que ele teria companhia, muito menos uma companhia feminina'.

O caso não parou por aí. O porteiro do hotel onde James estava hospedado confirma que o garoto recebia constantes visitas por parte de sua ex e de Jéssica, a qual estava hospedada no mesmo hotel, o que provocou uma escandalosa e feia briga em 'alto mar'.

Podemos perceber que classe e respeito é algo que, hoje em dia, não se ensina no reinado Russo, não é mesmo?
"

Irritado James jogou a revista do outro lado do quarto. Ele sabia que Keane era conhecido por fazer apenas fofoca de todos os bruxos famosos, ainda mais quando se tratava de uma família real, porém ele nunca havia sido exposto como havia acabado de ler. Sempre a vítima era sua tia Lara, a qual ria lendo os artigos de Keane - que apesar de não parecer, era um velho amigo de escola dela.

Puxando um pergaminho para si, James deixou a pena correr escrevendo o que lhe vinha a cabeça. Ao terminar, enviou uma coruja a revista. Ele não deixaria que falassem levianamente de Jéssica, não na presença dele.

Por James Gardner



Escrito por: Equipe Magic Spell || 10:22 PM


Sábado, Outubro 13, 2007



Em uma linda manhã de sol, na antiga e bela Grécia, o céu estava límpido. Não havia uma nuvem sequer, o que fez com que todos reparassem na anormalmente grande coruja de pelagem marrom que cruzava os céus. Ela voava rapidamente por todo o trajeto, até que então começou a perder altitude e pousou levemente na janela de um hotel em formato dos nobres castelos árabes, igual aqueles em que eram estampados em livros infantis trouxas.

A coruja bicou o vidro da janela fechada três vezes até que a grande massa de cobertor se movesse na cama, deixando a mostra a menina despenteada por baixo daquilo tudo. Os olhos castanhos-escuro da menina arregalaram eo ver o animal parado em sua janela. Com um pulo, Alyssa abriu a janela e deixou que a coruja entrasse.

Havia muito tempo em que a grifinoriana não recebia uma carta sequer. O seu entusiasmo ao ver que o envelope pardo com letras bem definidas em verde chegavam em seu quarto fizeram com que ela se sentisse viva, sentisse parte daquele mundo mágico - o qual hoje ela estavam tão por fora. Enquanto a coruja se servia de um copo de água disposto na cabeçeira, Alyssa deixou suas mãos correrem pelo envelope e então leu o remetende. Pertencia a seu amigo James, amigo o qual ha muito, muito, muito tempo ela não via.

Com os olhos lacrimejados de saudades, Alyssa abriu a carta.

* * *


O imponente castelo de Hogwarts continuava onde sempre esteve, a volta de um imenso lago cinza e extensos gramados ao seu redor - para o alívio de todos os estudantes. James chegou a se recordar de um artigo da revista 'O Pasquim' falando sobre uma possível mudança de local de Hogwarts e o quanto isso afetaria o clima e a paisagem bela daquele local. Rindo de si mesmo por um dia ter acredito na história do louco Sr.Lovegood, James continuou seu caminho até as estufas.

A Professora Sprout estava completamente bela em um casco amarelo-ouro combinando com sua calça de seda cor-de-sol. Ela estava com pulseiras douradas e um grande anel com dois H´S maíusculos cruzados, o que James pensou ser um objeto de referência a casa da Lufa-Lufa. Qualquer um que não conhecesse, ou nunca tivera uma aula, com Sprout, poderia jurar que ela era uma bruxa sensata e elegante - e não a verdade mulher descuidada como de costume: com lama espalhada por toda a sua roupa e uma grande quantidade de terra por debaixo de suas unhas.

-Ora Ora, entrem! Entrem! - A sua voz era declaradamente feliz. Havia cerca de meia-dúzia de pessoas nas imensas estufas. - Fico muito feliz de ter vocês de novo aqui comigo! - Cantarolou a professora indo até a ponta da enorme mesa.

-Uma pena que muitos de seus colegas não obtiveram a mesma habilidade que vocês para passar a nobre matéria de Herbologia. - Ela disse ao mesmo tempo em que encarava uma grande planta rosa que deixa cair de suas petálas uma essência verde-musgo com um cheiro nada agradável.

-Na verdade - começou a falar um menino de cabelos cumpridos e negros ao lado de James - Muitos dos alunos aqui não quiseram continuar a aprender Herbologia.

James não respondeu ao comentário do menino ao seu lado e muito menos riu junto dele após ele terminar de contar. Ele não admirava a professora Sprout como a brilhante professora e muito menos a matéria Herbologia porém, não sentia-se confortável ao ouvir alguém falar mal da matéria perto dele - ainda mais sabendo que havia grandes propabilidades do maldoso-comentário chegar aos ouvidos próximos da professora.

-Hoje iremos estudar as Ningalus Rosa! E, claro, ao veneno extremamente perigoso em que elas soltam, a parte verde que se desgruda lentamente dela, como podem ver. - Ela virou-se para os alunos e apontou com o dedo indicador para a planta e, depois, para o veneno verde-musgo da planta, com um sorriso além do normal, o que fez com que James chegasse a conclusão de que ela não havia ouvido nada.

No decorrer do dia, James pode perceber que não fora apenas Sprout que havia se vangloriado por receber alguns alunos para o restante do ano. Minerva, por mais que não tivesse vestido roupas exuberantes e não tivesse sorriso tão abertamente para a turma, deixou escapar comentários breves sobre como era bom ver a maioria dos grifinórios de volta ao lugar deles - a aula de transfiguração; Flitwick esguiçava por todos os lados tentado ensinar com mais bravura doque nos anos seguintes devido a sua turma tão pequena quanto o tamanho do bruxo; Slughorn havia saboreado a aula dele como se aquilo fosse o mais preciso do mundo, vangloriando por ter a chance de ensinar bravos alunos; Professor Vector, de Aritmancia, havia preparado um vasto contéudo o qual James duvidava que daria para ser passado em apenas um ano, mas ele havia por decidido que os poucos que restaram eram inteligentes o bastante para seguir a risca; E, o menos emocionado de todos era Snape, cuja a aula James não sentia a mínima vontade de ver.

O garoto esperava ver o Professor Dumbledore mais ativo nesse ano, contrariando o fiasco passado em que James não entendia - e Continuava sem entender - o porquê ele havia deixado Umbridge tomar o controle de tudo, sem que ao menos tivesse aparecido e colocado tudo nos eixos. O que, na opnião do rapaz, era de se esperar. Porém, Dumbledore continua tanto quanto, ou mais, ausente do que no ano anterior - a diferença era de que agora ninguém estava lá para roubar sua função como diretor.

Cansado de mais um dia, James foi se deitar. Mas, ao invés de fazer a vontade de seu corpo, ele reparou que um envelope rosa-choque pairava sobre sua cama. Com um sorriso no rosto ele abriu a carta da sua amiga Alyssa Hunter.

Continua
Por James Gardner



Escrito por: Equipe Magic Spell || 2:34 PM




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